Confira os novos tratamentos de atrofia geográfica na DMRI seca

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de perda de visão central e progressiva em pessoas acima de 50 anos ao redor do mundo. Na sua forma mais comum, que afeta cerca de 80% a 90% dos pacientes diagnosticados, a doença provoca o desgaste lento e a atrofia das células da mácula, a região central da retina responsável pela visão de alta definição. Durante décadas, receber o diagnóstico de atrofia geográfica na DMRI seca, que representa o estágio mais avançado e severo dessa condição, trazia frustração, pois as opções médicas limitavam-se ao uso de vitaminas.

Neste artigo, a Oftalmocenter apresenta as principais inovações e abordagens terapêuticas modernas que estão devolvendo a esperança e a qualidade de vida aos pacientes. Continue lendo!

O que é e como se desenvolve a atrofia geográfica na DMRI seca?

Para compreender a gravidade da doença, precisamos entender a sua evolução. Nos estágios iniciais e intermediários da DMRI seca, ocorre o acúmulo de resíduos celulares conhecidos como “drusas” sob a retina.

Com o passar do tempo, esse acúmulo e a inflamação crônica levam à perda progressiva das células fotorreceptoras e do epitélio pigmentado da retina. O termo atrofia geográfica na DMRI seca é utilizado pelos especialistas justamente porque essas áreas de células mortas e desgastadas no fundo do olho se expandem e formam desenhos que lembram mapas no exame de imagem.

Inegavelmente, quando essas “regiões geográficas” de atrofia atingem o centro da mácula, o paciente perde a capacidade de enxergar detalhes. Isso compromete diretamente atividades cotidianas básicas, como ler, assistir à televisão, dirigir e reconhecer o rosto de familiares.

As principais inovações e novos caminhos para o tratamento

Até pouco tempo atrás, o tratamento padrão consistia exclusivamente na recomendação de suplementos antioxidantes específicos, para tentar retardar a progressão global da doença, sem nenhuma intervenção direta nas lesões atróficas.

Portanto, os novos tratamentos biológicos e tecnológicos aprovados nos últimos anos representam uma verdadeira revolução médica.

Inibidores do sistema complemento (injeções intravítreas)

A maior virada de chave no tratamento da atrofia geográfica na DMRI seca veio com o desenvolvimento de medicamentos biológicos inovadores, administrados por meio de injeções intravítreas (dentro do olho). Eles atuam bloqueando o sistema complemento, uma via inflamatória do próprio corpo que, quando fica hiperativa, passa a atacar e destruir as células saudáveis da retina.

Atualmente, existem duas grandes substâncias aprovadas pela ciência que mudaram o prognóstico da doença:

  • Pegcetacoplan: em estudos clínicos robustos de 24 meses, o uso dessa medicação demonstrou uma redução de até 22% na taxa de crescimento da lesão atrófica;
  • Avacincaptad pegol: focado em bloquear a proteína C5 do complemento, foi o único tratamento a apresentar redução estatisticamente significativa na progressão da doença logo no primeiro ano de acompanhamento, em dois estudos distintos de fase 3 (GATHER1 e GATHER2).

É fundamental destacar que ambos os medicamentos têm como papel principal retardar a progressão da atrofia geográfica na DMRI seca, mas nenhum deles consegue reverter os danos ou tecidos que já foram destruídos.

Suplementação com antioxidantes: o papel do protocolo AREDS2 

Para os pacientes que se encontram nos estágios iniciais e intermediários, a suplementação com antioxidantes específicos continua sendo uma estratégia indispensável e com forte embasamento científico.

O renomado protocolo americano AREDS2 combina nutrientes essenciais como luteína, zeaxantina, vitamina C, vitamina E e zinco.

Esses elementos protegem as células fotorreceptoras contra o estresse oxidativo exacerbado. Embora a suplementação não trate a atrofia já instalada, ela reduz significativamente o risco de a doença evoluir para as formas mais graves. A indicação, contudo, deve ser sempre individualizada pelo oftalmologista.

Células-tronco: a perspectiva de recuperar a visão

Uma das novidades mais impactantes na pesquisa contra a atrofia geográfica na DMRI seca envolve o uso de células-tronco adultas do próprio epitélio pigmentar da retina. Essa abordagem cirúrgica inédita garante alta segurança biológica, pois utiliza células já programadas que se integram perfeitamente ao tecido ocular afetado.

Os primeiros resultados foram tão positivos que o tratamento recebeu a designação RMAT do órgão regulador americano (FDA), selo que acelera a avaliação de terapias regenerativas promissoras. Embora os dados ainda precisem ser replicados em larga escala, esse avanço marca a primeira vez na história da medicina em que há uma real perspectiva de recuperação parcial da visão em áreas antes consideradas irreversíveis.

Terapia gênica: atuando diretamente na raiz do problema

Outra fronteira tecnológica promissora é a terapia gênica. O grande objetivo dessa abordagem é eliminar a necessidade de injeções mensais nos olhos, que representam um desafio para a adesão dos pacientes ao tratamento da atrofia geográfica na DMRI seca a longo prazo.

Através do uso de vetores virais modificados, como os estudos em andamento ABBV-RGX-314 e ADVM-022  , os cientistas buscam introduzir genes nas células da retina para que o próprio olho passe a produzir, de forma contínua e sustentada, proteínas protetoras antiangiogênicas.

Embora ainda esteja em fases de testes clínicos, a terapia gênica promete transformar o tratamento da DMRI nas próximas décadas, oferecendo soluções muito mais duradouras com uma única aplicação.

A importância do diagnóstico precoce da atrofia geográfica na DMRI seca e do monitoramento

Posteriormente ao surgimento dessas novas tecnologias, a identificação precoce da doença tornou-se ainda mais vital.

Quando o paciente realiza consultas regulares, o oftalmologista consegue detectar o surgimento das primeiras drusas por meio do mapeamento de retina e do exame de Tomografia de Coerência Óptica (OCT).

Desse modo, iniciar as terapias modernas enquanto as células ainda estão na fase inicial de sofrimento celular garante resultados visuais imensamente superiores do que intervir quando a atrofia geográfica já destruiu o centro da mácula.

Cuide da sua saúde retiniana na Oftalmocenter

A medicina avança rápido e a perda de visão por desgaste da retina e atrofia geográfica na DMRI seca não precisa mais ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento. Na Oftalmocenter , combinamos um corpo clínico altamente especializado e equipamentos de última geração para identificar e acompanhar de forma personalizada e precisa.

Notou distorções na visão, manchas escuras centrais ou tem histórico familiar de DMRI? Entre em contato com a Oftalmocenter e agende sua consulta hoje mesmo.
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